From Brazil: A call for resistance, a call for rebellion

Published with the Crimethinc. Collective, we share a call from Brazil to resist the new Bolsonaro regime (in english and portuguese).

All Out Against Bolsonaro! An Appeal from Brazil

(27/12/2018)

On January 1, 2019, Jair Bolsonaro will assume the presidency of Brazil. His candidacy, his government, and his allies represent the worst in any society: authoritarianism, sexism, racism, homophobia, and xenophobia. Capitalism combined with strong fascist tendencies! We are calling on everyone to resist.

The new president has already shown that his government sees political minorities as their primary targets. He will attack the rights of workers, of women, of the poor, the black and suburban populations, the entire LGBTTIQ community, indigenous peoples, and immigrants, putting their lives put at risk.

Using fake news, rumors, and distortions of the facts, Bolsonaro and his supporters have influenced millions of people, evading debate about their intentions.

They are threatening the environment with their agenda of repealing ecological protections, their refusal to acknowledge global warming, and their plan to deliver ecological reserves and indigenous lands to agribusiness and the international market. The scandals involving his aides show that Bolsonaro’s administration will be just as corrupt as the previous governments.

Bolsonaro’s politics have been praised by white supremacists including David Duke of the Ku Klux Klan; his campaign received support from Steve Bannon, the strategist for Donald Trump—the American president to whom Bolsonaro promises total subservience.

So we can’t wait: 2019 must be a year of even more intense struggle for everyone who wants a world of justice and equality.

We invite all communities, movements, collectives, associations, students, workers, and unemployed people to organize a broad struggle outside and beyond any party. The false opposition of right and left parties functions as a distraction, obscuring everything these symmetrical institutions of power have in common while leaving the root of the problem intact: the domination of the state and the capitalist structure of of society.

Remember, the anti-terrorist laws that criminalize protests and social movements were introduced under the supposedly left-wing governments of Lula and Dilma Rousseff. Now, the Bolsonaro government hopes to use them to suppress any popular opposition on the streets.

Bolsonaro himself has promised to eliminate all forms of opposition and activism. Police violence will intensify even further and the mobs influenced by the hatred that emerged over the last five years will grow even more rabid. They too will be on the streets.

We must not back down.

We were on the streets against the increase of bus tickets and the Confederations Cup in 2013, against the impact of the World Cup in 2014 and the Olympics in 2016. We were in the school occupations in 2015 opposing the education cuts. We occupied schools and cultural institutions against Michel Temer in 2016. We were in all the strikes, occupations, and marches of 2017 and 2018. Now we will take the streets again to resist, delegitimize, and expose the absurdities defended by Bolsonaro as a threat to all people, the environment, and future generations.

We will respond with protests, popular organization, and direct action. We call on everyone who has been systematically harmed by governments and capitalism throughout their lives, and will be impacted even more now; we call on everyone who recognizes that we have to fight the authoritarian, conservative, neo-liberal, and fascist groups that have sought to capture the streets and political institutions over the past several years.

From the day of his inauguration, January 1, we will take action against every measure imposed by his government. The struggles for land, for housing, for justice and equality, for our very existence will be more intense than ever. We must also turn out in force for the days that mark popular struggles:

March 8, International Women’s Day; April 19, the day of Indigenous Resistance; May First, International Workers’ Day; June 28, LGBTTIQ Pride Day; September 7, the Cry of the Excluded against so-called Independence Day; November 20, Black Consciousness Day.

We must seize every opportunity to demonstrate that there is no consensus. Most of the population did not vote for this authoritarian government that is opening the door for the further militarization of society—for fascism and for patriarchal white supremacy.

For those outside of Brazil who want to show solidarity, mobilize in front of Brazilian embassies! Support the struggles in Brazil with demonstrations, banners, and direct action. The new president’s xenophobic and nationalist policies will affect people outside Brazil as well. The rise of right-wing and fascist governments is an international phenomenon that demands a global response.

We will not stop fighting until the state and capitalism fall throughout the entire world!

No rest for Bolsonaro and his minions in 2019!

Todas Contra Bolsonaro! Todas Contra Bolsonaro e a nova direita

O novo presidente já mostrou que as minorias políticas serão os principais alvos de seu governo: a classe trabalhadora e pobre, as mulheres, a população negra e periférica, toda comunidade LGBTTIQ, os povos indígenas e imigrantes terão ainda mais direitos ameaçados e suas vidas colocas em risco.

Usando notícias falsas, boatos e distorções dos fatos, Bolsonaro e seus apoiadores foram capazes de influenciar milhões de pessoas e fugir de todos os debates sobre seus projetos e ideias.

Ele representa um risco aos ecossistemas ao querer acabar com leis e acordos ambientais, negando a existência do aquecimento global e planejando entregar reservas ecológicas e terras indígenas ao agronegócio e ao mercado internacional. Escândalos envolvendo sua equipe apenas mostram que Bolsonaro usará da mesma corrupção que os governos anteriores.

Suas visões políticas foram amplamente elogiadas por supremacistas brancos como David Duke da Ku Klux Klan e sua corrida eleitoral apoiada por Steve Bannon, estrategista de campanha de Donald Trump, presidente americano que Bolsonaro promete total subserviência.

Portanto, não é possível esperar: 2019 deve ser um ano de luta ainda mais intensa. Convidamos a todas e todos, comunidades, movimentos, coletivos, associações, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras e quem não tem trabalho para a organizar uma luta ampla e para além da política partidária. A polarização entre direita e esquerda no nível eleitoral tem servido de distração e colocado projetos de poder semelhantes como aparentemente opostos. Enquanto isso, deixa intacta a raiz do problema que se encontra no Estado e na forma capitalista da sociedade.

Devemos lembrar que as leis antiterroristas que criminalizam protestos e movimentos sociais foram criadas e aplicadas durante o governo dito de esquerda de Lula e Dilma Rousseff. E agora, serão aprimoradas e usadas pelo governo de Bolsonaro para neutralizar qualquer oposição popular nas ruas.

Nas palavras do próprio Bolsonaro: as oposições e também as todas as formas de ativismo estarão banidas do país. A violência policial será ainda mais intensa e a turba influenciada por seus discursos de ódio que saíram do armário em sua campanha, não voltará para lá. Eles também estarão nas ruas agora!

Não podemos recuar. Estivemos nas ruas contra o aumento das passagens e a Copa das Confederações em 2013, contra os impactos da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016. Nas ocupações das escolas em 2015 enfrentando os cortes da educação. Nas escolas e instituições culturais ocupadas contra as medidas de Michel Temer em 2016. Em 2017 e 2018 em todas as greves, ocupações e marchas contra o atual governo.

É necessário tomar novamente as ruas para resistir, deslegitimar e expor os absurdos defendidos por Bolsonaro como uma ameaça a todas as pessoas, para o meio ambiente e para as gerações futuras.

Estaremos nas ruas com protestos, organização popular, ação direta. Convidamos agora para essa luta, todas e todos aqueles que sistematicamente vem sido prejudicados por governos e pelo capitalismo durante toda sua vida, e também aqueles que agora serão ainda mais atingidos e desejam resistir ao governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, combatendo os grupos autoritários, conservadores, neoliberais e fascistas que estão tomando às ruas e as instituições políticas nos últimos anos.

Desde o dia da sua posse, primeiro de janeiro, ocuparemos as ruas contra toda e qualquer medida imposta pelo seu governo. A luta pela terra, por moradia, pela nossa existência, por justiça e igualdade deverá ser mais intensa do que nunca. Estaremos também nos dias históricos das lutas populares:

Oito de março, dia da mulher; 19 de abril, dia da resistência indígena; primeiro de maio, dia dos trabalhadores e trabalhadoras; 28 de junho, dia do orgulho LGBTTIQ; sete de setembro e o grito dos excluídos; 20 de novembro dia da consciência negra.

Será preciso tomar toda oportunidade de demonstrar que não existe consenso. A maioria da população não votou em um governo autoritário, que abre as portas para maior militarização da sociedade, para o fascismo e para a supremacia branca e patriarcal.

Não iremos parar de lutar até que o Estado e o capitalismo caiam!

Em 2019, Bolsonaro e seus aliados não terão descanso!

Video documentary from the Guardian: Marielle and Monica: the LGBT activists resisting Bolsonaro’s Brazil …


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